E agora, Dorival?
Brasil não vence, não convence, e traz novamente o questionamento: quem é que pode transformar esse elenco em um time?
O saudosismo nos obriga a dizer que não se fazem mais Brasis como antigamente. São cada vez mais frequentes as nossas lembranças - enfeitadas pelo passar dos anos, vale dizer - de um tempo onde enfrentar o Paraguai, no primeiro turno das Eliminatórias, não era uma grande questão.
O dia depois de um jogo como o de ontem, (mais) uma derrota onde o Brasil bateu (mais) um recorde entre os vexames que vem acumulando, é amargo até para quem diz não ligar mais para a Seleção Brasileira.
Se não há brilho, que haja pelo menos o resultado. Mas se não há nem mesmo o resultado…
Chover no molhado
O discurso de que a seleção não convence é batido. E com Tite, último treinador antes do ano de indefinição onde esperávamos Carlo Ancelotti e recebemos Dorival Júnior, os resultados até que vieram.
“Uma seleção que não faz amistosos contra europeus…”
“Ganhar do Paraguai é obrigação”.
E… era.
É triste que a camisa mais pesada do mundo se contente com um futebol que não convença, mas mais triste ainda é vê-la andando quase que sozinha dentro de campo. O futebol pragmático nos trazia, até recentemente, classificações antecipadas e finais, ainda que isso esteja muito longe de ser suficiente.
Mas, desde a despedida do comandante Rubro-Negro, o Brasil entrou em um limbo em que é aceitável que o jogador cotado para a Bola de Ouro permaneça 90 minutos isolado e à sombra de tudo que pode ser e entregar. Não existem mais quadrados mágicos no meio-campo, linhas ofensivas ou desafogos feitos com uma genialidade ímpar.
A seleção perdeu a conexão com seu torcedor, mas, mais que isso, perdeu até mesmo seu futebol. Talentos individuais não faltam, mas diante de um apagão, fica claro que precisamos de alguém capaz de transformar esse tortuoso caminho em uma vaga de classificação para, quem sabe, vislumbrar um bom Mundial. De transformar talentos em um grupo. Algo que, a cada dia, parece mais distante.
Dorival Júnior não parece ser esse nome.
Hora de chamar a responsabilidade
Se alguém tentou algo contra o Paraguai, foi Rodrygo. Para Maurício Noriega, o atual camisa 10 da seleção e Vinícius Júnior precisam assumir o protagonismo nesse momento de crise da Amarelinha. Leia a coluna.
E contando…
Com a derrota, o Brasil adicionou mais um item à sua lista de marcas negativas nessa que já é a pior campanha em Eliminatórias da história. São três derrotas seguidas na fase classificatória, resultados negativos contra Colômbia e contra Uruguai - e mais. Veja a lista completa na matéria de Eduardo Deconto.
Os destaques da semana da Trivela
Um apanhado do que houve de melhor nesta semana na Trivela.
Por que Memphis Depay no Corinthians faz sentido
‘Como é que vai pagar?’ O repórter Fábio Lázaro explica por que a contratação de Memphis Depay, que agitou a semana do Corinthians, faz sentido mesmo com uma dívida que ultrapassa os R$ 2 bilhões e as pendências financeiras com Cuiabá e Flamengo.
Os (turbulentos) bastidores do Santos
Mais uma semana nada tranquila no Santos. Vindo de uma sequência de cinco jogos e apenas uma vitória na Série B, o Peixe teve que lidar com um desentendimento entre Alexandre Gallo, executivo de futebol, e um assessor da presidência nos vestiários. Houve ainda um atraso de salários para funcionários do clube e jogadores, que só foi regularizado após a publicação da reportagem. Acompanhe todos os detalhes com Bruno Lima.
Dilema no Fluminense
Arthur, de 19 anos, vive um impasse no Fluminense. Revelado pelas categorias de base, o garoto já mostrou talento, mas ainda não conseguiu se firmar no time principal. O Tricolor foi procurado por rivais e até mesmo por times da Europa, mas preferiu não se desfazer do jogador. Os bastidores desse momento de indefinição na carreira do atleta você acompanha na exclusiva de Caio Blois.
CR7 900
Quem é o maior artilheiro da história do futebol? O assunto é polêmico, mas Cristiano Ronaldo prefere não deixar dúvidas. Se Pelé e Romário ultrapassaram a marca dos 1.000 gols, o português chegou ao seu 900º na última semana, na vitória de Portugal por 2 a 1 sobre a Croácia, pela 1ª rodada da Liga das Nações. Agora, considerando apenas jogos oficiais e atletas em atividade, ele se torna o maior de todos os tempos com 1.238 partidas disputadas e média de 0.72 gol. Veja aqui o raio-X da carreira do craque.
Preparamos também uma lista considerando os artilheiros em jogos totais. Confira.
Onde é que nós vamos reclamar?
Onde é que a gente vai discutir agora que o X não está mais disponível no Brasil? Na dúvida, a Trivela está nos dois. Você pode nos seguir no Threads e no BlueSky. Não deixe a bolha do futebol morrer, não deixe a bolha do futebol acabar.
Espero encontrá-los por lá!
Nos vemos na próxima semana,
Denise Bonfim
Subcoordenadora da Trivela




Sobre a matéria do Depay, bastaria pedir para a assessoria de imprensa do Corinthians escreve-la. Não parece a Trivela que conheci, não ha uma ponderação sobre os riscos, como por ex, se a Esportes da Sorte quebrar e não pagar o Depay? Ainda que tenha multa prevista quem terá que pagar o jogador será o clube, afinal o contrato é dele com o clube e não com a casa de apostas. Enfim, acho que faltou uma análise muito menos rasa do que a que foi feita….